Para quem nunca foi num clube de swing, talvez este relato atice sua curiosidade. Para quem já foi, talvez se identifique com a nossa experiência. De qualquer forma, esse foi um dia que ficou marcado para nós e que sempre revisitamos. Já faz um tempinho, mas foi tão memorável que poderia ter sido semana passada.
Nós já vínhamos conversando sobre conhecer um lugar assim, pesquisando possibilidades, e acabamos decidindo por um clube em Copacabana. Fomos com uma idéia apenas de conhecer, de satisfazer nossas curiosidades. Acho que nós dois tínhamos um certo receio do que poderia acontecer, então foi ótimo chegar lá com um espírito mais "voyeur", sem expectativas de fazer nada muito além de ver o que os outros fazem. O que a gente não podia imaginar é que o ambiente seria tão... err... envolvente!
Assim que chegamos nos apresentamos como novatos e recebemos o tour. Embaixo, uma boate com palco, bar, algumas mesas e um daqueles ferros (aaaaah, a Lu é apaixonada por pole-dance...). Em cima, onde homens não podiam subir desacompanhados, vários ambientes, pouco iluminados e, devo admitir, muito convidativos. De cara, a gente já estava se cutucando enquanto explorávamos as possibilidades. Havia espaços mais abertos para várias pessoas, espaços fechados para quem prefere privacidade, e um número de meio-termos que iam de gaiolas a cabines com paredes transparentes. Com o clube ainda vazio, nossos receios já estavam dando lugar a pensamentos mais do tipo "o que a gente experimenta primeiro?".
A Lu, com seu vestidinho curtinho e com um decote delicioso, me puxou para dentro de uma das cabines fechadas e, antes mesmo que o clube começasse a encher, já estávamos numa transa louca! Bom, isso já era esperado, eu não consigo ficar perto dessa mulher muito tempo sem querer arrancar a roupa dela com os dentes. A surpresa veio quando saímos da cabine. Outros casais estavam lá, encostados na parede, escutando a gente pela porta enquanto se esfregavam uns nos outros. Tudo bem que não foram os primeiros: tenho certeza que nossos vizinhos já nos ouviram e muito! Mas saber que eles estavam lá nos escutando era uma experiência nova, e sem precisar dizer nada um ao outro, deu para perceber que nós dois estávamos pensando a mesma coisa: nós queríamos mais!
Entre os dois ou três casais que estavam lá, olhando para nós quando saímos de dentro da cabine, estava a gaiola. Bom, se eles queriam tanto nos ouvir, talvez iam gostar de nos ver também! Não me lembro quem puxou quem, mas num instante já estávamos lá dentro, fazendo uma exibição improvisada. Foi uma sensação surreal. Havia momentos que eu parecia me assistir de fora da gaiola, como se fosse um dos espectadores, mas a maior parte do tempo eu estava completamente perdido no momento, sentindo o corpo da Lu contra o meu enquanto reparava nos olhos fixados em nós, assistindo cada movimento.
Aliás, eu estava tão envolvido que nem reparei que um dos casais havia ido até a gaiola e estava pedindo à Lu para entrar, e nem que ela gentilmente negou o pedido colocando a mão na porta da grade. Calma, gente, uma coisa de cada vez! Já tínhamos bastante para absorver com a nossa primeira vez em público, além do que, não seria a única coisa que nos aconteceria pela primeira vez naquela noite!
Depois do nosso "show", descemos à boate, que já enchia, e fomos curtindo o resto da noite dançando, assistindo os shows de strip, provocando um ao outro (e quando possível, quem estivesse em volta). As horas foram passando e já estávamos nos sentindo de volta à realidade. Com o clube cheio, a curiosidade foi voltando e subimos de novo para ver o que estava acontecendo no "escurinho". Desta vez, nós viramos a platéia e fomos percorrendo os corredores, assistindo vários outros casais nos diferentes ambientes. É difícil descrever a sensação de estarmos rodeados de sexo. É como estar dentro de um filme, eu me sentia quase como se fosse outra pessoa. Uma coisa podemos dizer: é muito estimulante! Entre os gemidos de estranhos (alguns até em italiano, olha que chique!), nós começamos a tocar um no outro até que fomos saindo da platéia e novamente nos tornando a atração. Rodeados de outras pessoas, eu sentei num sofá e a Lu sentou no meu colo. Rapidinho, as atenções começaram a se virar para nós, e não demorou muito até que ouvi a voz da Lu sussurrando no meu ouvido: "Tem uma mão nas minhas costas".
De fato, um casal havia se aproximado da gente, e a mulher estava passando as mãos nas costas dela. Acho que nenhum de nós tinha muita certeza do que fazer (aliás, naquele momento, eu não tinha muita certeza nem do meu nome), mas as carícias nela logo começaram a vir dos dois, e para a minha surpresa a Lu pegou minha mão e guiou até a perna da mulher que encostava nela. Estava fazendo amor à minha mulher e alisando a perna de uma estranha que aos poucos levava sua mão ao peito dela, por baixo do vestido. Foi sem dúvida, para nós dois, um dos momentos mais eletrizantes de nossas vidas! E logo em seguida a mão do homem que estava com a estranha encontrou seu outro seio, que loucura! Como eu dizia, é um ambiente MUITO envolvente...
Foi mais ou menos por aí que nós achamos melhor dar a noite por encerrada antes que as coisas saíssem do controle. Saímos de lá meio rindo, meio com a cabeça girando, com um desejo enorme um pelo outro e uma certeza em mente: nós voltaríamos alí.
terça-feira, 6 de abril de 2010
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