Só faltava lá!
A gente já tinha ido em todas as grandes casas de swing do Rio (de que ouvimos falar), menos uma. E não era qualquer uma! Depois de passar por clubes bons, clubes médios e clubes que nos dão arrepio até hoje, o único que faltava era também um dos que mais prometia. A gente já tinha visitado o site, assistido o vídeo promocional, estudado a proposta, e tudo da casa parecia bater com o nosso gosto. Só não tínhamos visitado ainda porque... bom, porque era no centro. Dá a maior preguiça ir pro centro!
A gente tinha mais um motivo para querer conhecer o lugar. É uma das casas mais caras que vimos no Rio. Isso pode soar um pouco metido ou elitista, mas vem da nossa experiência, não de um preconceito sem fundamento: quando o assunto é casa de swing, preço importa. Se você quer visitar um clube e não tem nenhuma recomendação, vá no mais caro que encontrar! Preço influencia a estrutura, o atendimento, o ambiente, a limpeza e, principalmente, a frequência. Eu sei, parece escrotinho dizer isso, mas experimenta visitar uma casa de 20 reais com drinques grátis e depois venha nos contar o que achou.
Pois bem, endereço no GPS, carro abastecido, casal arrumadinho e cheiroso... e rumo ao centro!
Se a gente for falar da primeiríssima impressão, terá que ser sobre a localização. Quem já se aventurou pelo centro do Rio à noite sabe que tem umas ruelas muito das sinistras, e para chegar na tal terra prometida acho que a gente teve que passar por todas elas! Ok, até aí, pode ter sido culpa do GPS. Mas a própria entrada da casa é num local, digamos assim, não muito favorecido. A gente parou na porta e já tinha um valet para estacionar o carro deus-sabe-onde, e mesmo assim deu um certo cagaço só de sair do carro. Se a gente for falar da primeiríssima impressão, eu teria que dizer que foi "a gente não deveria estar aqui".
Para nosso inenarrável alívio, porta adentro as ficaram muito diferentes! Uma recepção bem decorada, bonita e limpinha, pessoas cordiais para nos atender, tudo aquilo que a gente esperava encontrar baseado nas nossas pesquisas. Enfim, Meca! Perguntaram se era nossa primeira vez na casa, e duas promoters, uma loira gordinha e uma novinha bonita se prontificaram para nos dar o grand tour. As duas nos levaram primeiro para a parte "careta" do clube, com bar, pista de dança, etc e em seguida, com a casa ainda vazia, nos guiaram para conhecer os cantinhos mais exóticos. Aliás, bota cantinhos nisso! A pista de dança separa dois espaços enormes montados exclusivamente com sacanagem em mente. Eram jaulas, cabines com buracos, cabines individuais, cama de baco... até labirinto tinha! Se na entrada a sensação era de "a gente não deveria estar aqui", agora era "obaaaaaa, ainda bem que a gente veio". Era só esperar as pessoas começarem a chegar pra gente se divertir.
Foi aí que veio nossa grande decepção: as pessoas chegaram. Lembra o que a gente escreveu lá em cima sobre o preço influenciar, principalmente, a frequência? Pois é, furou... só tinha gente esquisita! Até hoje não sabemos explicar, mas quanto mais enchia, mais parecia um circo, completo com elefantes, palhaços e mulheres barbadas! Isso sem falar no grupinho com cara de marginal. E quanto mais gente estranha entrava, pior a música ficava. Não sei se pegamos um dia ruim ou se é sempre assim, mas o resultado foi que a gente não teve nem coragem de voltar nos ambientes privês! Que desperdício!!
Mas não desanimem! Nem tudo foi perdido! Lembra da promoter novinha bonita lá do início? Pois enquanto ficávamos sentados no nosso cantinho assistindo o show de horrores, percebemos que vira e mexe ela dava uma olhadinha na nossa direção. Aaaaah, é ela mesma! Chamamos para conversar.
-Você trabalha há muito tempo aqui?
-Ah, faz alguns meses.
-Blablablablablabla?
-Blibliblibliblibli.
...
E vamos ao que interessa:
-Mas então... e você, também participa dessas brincadeiras?
-Aaaah, eu agora estou trabalhando.
-E quando não está trabalhando?
-Aí... depende de quem convida.
BINGO!
Resumo da noite: total decepção por não poder explorar um ambiente tão bem montado e promissor, maior decepção ainda por perceber que, mais uma vez, conhecemos um clube que não nos deu vontade de voltar. De quebra, mais um cagaço esperando o valet voltar com o carro, que para a minha surpresa ainda tinha todas as rodas. Maaaaaaas saímos de lá com o telefone da nossa bela promoter, e ela pareceu empolgadíssima para nos conhecer mais... intimamente.
Nós também estamos!
sábado, 29 de setembro de 2012
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