quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pelo telefone conta?

Entre as (tantas, tantas) fantasias que nós já compartilhamos, certa vez a Lu me contou uma que me surpreendeu.  Ela queria, quando as coisas estivessem quentes entre nós, pegar o telefone e ligar para números aleatórios.  A idéia era convidar um(a) estranho(a) para a nossa cama, ainda que fosse só por voz, gemidos e urros.  Queria pegar uma pessoa completamente desprevenida e seduzi-la alí, no nosso momento, independente do que ela estivesse fazendo na hora.

Por mais que a fantasia em si fosse bem interessante, eu não consegui me desprender das dificuldades práticas da coisa.  As chances da gente encontrar alguém que quisesse participar seriam mínimas, e os palavrões provavelmente muitos.  Por outro lado, é difícil segurar o riso quando se imagina um telefonema sedutor que cai, por exemplo, numa velhinha surda de Copacabana.  Pior ainda se ela curtisse!!!  Gostei da idéia, mas já fui arquivando na minha pasta "Só Para A Imaginação".

Pois bem, um dia estávamos eu e a Lu num motel, clima quentíssimo e provocações sem fim, quando ela perguntou para mim se eu queria brincar um pouquinho.  Eu não tinha idéia do que ela estava falando, mas ruim não haveria de ser.  Claro que eu queria!  Ela levantou, pegou o rádio, voltou para cima de mim e foi se esfregando no meu corpo enquanto habilmente digitava nos botõezinhos.  Enviou um alerta e a resposta veio logo, no viva-voz:

-Oi Lu!
-Oi, amiga!  O que você está fazendo?
-Ah, estou aqui com um monte de amigos numa casa em... (não ouvi o resto porque a Lu estava com a língua no meu ouvido)
-Ah é?  Que pena... se você estivesse sozinha a gente ia brincar um pouquinho...
-Como assim, o que você está fazendo?

Sim, a Lu é uma menina muito levada!  Não só ela ligou para uma amiga cheia de fogo, que ela sabia que ia adorar receber esse telefonema e participar das nossas brincadeiras, como também não quis nem saber se ela estava rodeada de gente!  Começou a descrever com detalhes cada carícia, cada lambida, cada mordida, e foi deixando a amiga 1. LOUCA de tesão (segundo ela mesma nos contou mais tarde) e 2. na posição de ter que dissimular para os amigos com respostas do tipo"ah é?" e "mmmm, interessante".  Pura maldade.

Lição aprendida.  Nunca mais subestimo a capacidade da minha mulher de realizar desejos!  Agora falta a gente conseguir ligar para a amiga dela num dia em que ela possa participar direito...

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