segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Final feliz "à baiana"

A quem estava acompanhando nossas histórias e ficou no suspense, perdoem-nos!  É sacanagem deixar um suspense desses no ar e demorar tanto para contar como terminou...

... ah, mas terminou tão bem!!!

Ligamos para a nossa nova amiga e marcamos o encontro.  Barzinho na Tijuca, perfeitamente inocente.  Melhor levar essas coisas beeeem devagariiiiinho, e um bar não compromete ninguém.

Gosto de pensar que sou do tipo calmo, sereno e sempre sob controle.  Infelizmente isso é só o que eu gosto de pensar mesmo.  Como a gente segura o nervosismo numa hora dessas?  Quanto mais perto chegava do horário marcado, menos o meu corpo fazia o que eu mandava.  Minha mão já tremia tanto que me cortei todo fazendo a barba, e a Lu caiu na gargalhada.  Ela disfarça bem melhor que eu.  Só conhecendo muito bem para conseguir ver além do sorriso lindo e tranquilo dela e saber que no fundo ela está pensando "queloucuraqueloucuraqueloucuraqueloucuraqueloucura...".

Quando chegamos no local marcado, ela já estava nos esperando.  Uns chopps, uns pasteizinhos, e o papo começou a desenrolar.  É incrível quanta coisa a gente consegue conversar quando está evitando falar direto de sexo.  Infância, viagens, hobbies... até foto de família a gente viu.  E devagarinho fomos conhecendo um pouco mais da vida "alternativa" dela.  Para nossa surpresa, descobrimos que ela também estava nervosa!  Éramos seu primeiro casal (ela já tinha saído com outro homem e mulher ao mesmo tempo, mas não era um casal propriamente dito).  Que honra!

E se passaram uma, duas, três horas.  É difícil saber em que momento se interrompe uma conversa sobre tios e tias com "e aí, vamos para um motel?".  Nem me lembro se fui eu ou a Lu que teve a iniciativa, mas chegou o momento e quando a convidamos para continuar a noite conosco, a resposta foi um animado, embora envergonhado, "sim".  GARÇON, A CONTA POR FAVOR!

Nota para o futuro 1: Antes de sair de casa, marcar no GPS os motéis mais próximos do ponto de encontro.  Esta não é uma pergunta que você quer fazer num posto de gasolina com 3 pessoas no carro.

Nota para o futuro 2: Descobrir de antemão quais motéis aceitam 3 num quarto.  É muito constrangedor pedir a alguém que você acabou de conhecer que se abaixe no banco de trás para não correr esse risco.  Ah, vidros com insulfilm também teriam sido uma boa.

Dificuldades à parte, chegamos.  Se eu já estava nervoso fazendo a barba, imaginem a sós com duas belas mulheres num quarto.  Mais umas cervejas, muita vergonha, ninguém muito certo do que fazer.  Bom, chega uma hora que a gente tem que tomar uma atitude, e eu aproveitei a deixa da nossa amiga:

-Estou muito nervosa.
-Ah, eu sei como resolver isso!

Foi o primeiro beijo da noite, seguido por uma das visões mais lindas da minha vida: minha maravilhosa Lu beijando a nossa baianinha.  Uh!  Deu arrepio só de lembrar.

Não vou entrar em detalhes sobre quem fez o que com quem, acho que não vem ao caso.  Posso dizer que o nervosismo se derreteu quando começamos a nos beijar.  Posso dizer que foi uma noite de fortes emoções, e que até hoje ficamos loucos relembrando cada momento.  E posso, sem sombra de dúvida, dizer que foi uma experiência que mal podemos esperar para repetir!

Para o próximo post, a Lu está preparando um relato do ponto de vista dela da nossa primeira experiência a 3.  Eu mal posso esperar para ler!

Um comentário:

  1. Adoreiii, vcs são discreto e sabem o que querem e isso é muito bom, fico excitada só de pensar...gde bj...sane

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