A quem estava acompanhando nossas histórias e ficou no suspense, perdoem-nos! É sacanagem deixar um suspense desses no ar e demorar tanto para contar como terminou...
... ah, mas terminou tão bem!!!
Ligamos para a nossa nova amiga e marcamos o encontro. Barzinho na Tijuca, perfeitamente inocente. Melhor levar essas coisas beeeem devagariiiiinho, e um bar não compromete ninguém.
Gosto de pensar que sou do tipo calmo, sereno e sempre sob controle. Infelizmente isso é só o que eu gosto de pensar mesmo. Como a gente segura o nervosismo numa hora dessas? Quanto mais perto chegava do horário marcado, menos o meu corpo fazia o que eu mandava. Minha mão já tremia tanto que me cortei todo fazendo a barba, e a Lu caiu na gargalhada. Ela disfarça bem melhor que eu. Só conhecendo muito bem para conseguir ver além do sorriso lindo e tranquilo dela e saber que no fundo ela está pensando "queloucuraqueloucuraqueloucuraqueloucuraqueloucura...".
Quando chegamos no local marcado, ela já estava nos esperando. Uns chopps, uns pasteizinhos, e o papo começou a desenrolar. É incrível quanta coisa a gente consegue conversar quando está evitando falar direto de sexo. Infância, viagens, hobbies... até foto de família a gente viu. E devagarinho fomos conhecendo um pouco mais da vida "alternativa" dela. Para nossa surpresa, descobrimos que ela também estava nervosa! Éramos seu primeiro casal (ela já tinha saído com outro homem e mulher ao mesmo tempo, mas não era um casal propriamente dito). Que honra!
E se passaram uma, duas, três horas. É difícil saber em que momento se interrompe uma conversa sobre tios e tias com "e aí, vamos para um motel?". Nem me lembro se fui eu ou a Lu que teve a iniciativa, mas chegou o momento e quando a convidamos para continuar a noite conosco, a resposta foi um animado, embora envergonhado, "sim". GARÇON, A CONTA POR FAVOR!
Nota para o futuro 1: Antes de sair de casa, marcar no GPS os motéis mais próximos do ponto de encontro. Esta não é uma pergunta que você quer fazer num posto de gasolina com 3 pessoas no carro.
Nota para o futuro 2: Descobrir de antemão quais motéis aceitam 3 num quarto. É muito constrangedor pedir a alguém que você acabou de conhecer que se abaixe no banco de trás para não correr esse risco. Ah, vidros com insulfilm também teriam sido uma boa.
Dificuldades à parte, chegamos. Se eu já estava nervoso fazendo a barba, imaginem a sós com duas belas mulheres num quarto. Mais umas cervejas, muita vergonha, ninguém muito certo do que fazer. Bom, chega uma hora que a gente tem que tomar uma atitude, e eu aproveitei a deixa da nossa amiga:
-Estou muito nervosa.
-Ah, eu sei como resolver isso!
Foi o primeiro beijo da noite, seguido por uma das visões mais lindas da minha vida: minha maravilhosa Lu beijando a nossa baianinha. Uh! Deu arrepio só de lembrar.
Não vou entrar em detalhes sobre quem fez o que com quem, acho que não vem ao caso. Posso dizer que o nervosismo se derreteu quando começamos a nos beijar. Posso dizer que foi uma noite de fortes emoções, e que até hoje ficamos loucos relembrando cada momento. E posso, sem sombra de dúvida, dizer que foi uma experiência que mal podemos esperar para repetir!
Para o próximo post, a Lu está preparando um relato do ponto de vista dela da nossa primeira experiência a 3. Eu mal posso esperar para ler!
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Adoreiii, vcs são discreto e sabem o que querem e isso é muito bom, fico excitada só de pensar...gde bj...sane
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